Costa Lavos
Pão Francês Não é Francês: a Verdadeira Origem — Costa Lavos

Home/Blog/Curiosidades & História

Curiosidades & História

Pão Francês Não é Francês: a Verdadeira Origem

5 min de leitura 7 de novembro de 2017

Toda manhã ele está ali: casca dourada e crocante, miolo macio, aquele formato que a gente reconhece de olhos fechados. O pãozinho é tão brasileiro quanto a macarronada de domingo. Por isso surpreende tanta gente descobrir que o pão francês não é francês — pelo menos, não do jeito que você imagina. Na verdade, se você pedir um "pão francês" em Paris, vai receber um olhar de dúvida do padeiro.

Parece contradição, mas faz todo sentido quando você conhece a história. Vamos voltar no tempo e entender de onde veio, de verdade, o pão mais querido das nossas mesas.

Na França, ninguém come "pão francês"

Comece pelo básico: na França, pede-se pão. Só pão. E o que sai do balcão de uma boulangerie não tem muito a ver com a porção de casca craquelada que a gente come por aqui.

Por lá, pão é coisa séria — tem até lei regulando. Em 1993, foi publicado o famoso décret pain, que determina que o pão tradicional francês leve apenas quatro ingredientes: farinha de trigo, água, sal e fermento. Nada além disso. Sem açúcar, sem gordura, sem atalhos.

Já o nosso pãozinho costuma levar açúcar e gordura na massa, justamente o que dá aquela maciez no miolo e o sabor levemente adocicado que reconhecemos. Ou seja: na composição, ele já é outro produto.

A verdadeira origem do pão francês: uma receita contada de boca em boca

E aqui mora a parte mais curiosa. A história começa no início do século 19, no Brasil recém-independente. A elite da época viajava para Paris, se encantava com os pães de lá e voltava descrevendo aquela maravilha para os próprios padeiros.

O detalhe é que ninguém trouxe a receita escrita. Os padeiros brasileiros tinham que reproduzir o pão só pela descrição de quem tinha provado. Era uma espécie de "gastronomia oral": alguém contava como era o pão parisiense, e o profissional aqui fazia o possível para chegar perto.

Na época, o pão típico consumido na França era curto, cilíndrico, de miolo mais firme e casca dourada. Só mais tarde, no século 20, ele ganharia alguns centímetros e viraria a baguete que conhecemos hoje. Mas o que nasceu dessa tentativa de imitação, lá no Brasil, foi outra coisa.

A conclusão é quase inevitável: o pão francês é uma criação brasileira. Recebeu esse nome como homenagem à inspiração europeia, mas a receita, o formato e o sabor são nossos. É o "pão francês brasileiro" — filho de uma descrição mal copiada que deu muito certo.

Mas afinal, de onde veio o pão?

Se o pão francês nasceu aqui, o pão em si é muito mais antigo. Estima-se que ele tenha surgido há cerca de 12 mil anos, na Mesopotâmia (atual região do Iraque), no mesmo período em que o trigo começou a ser cultivado por lá.

Aqueles primeiros pães não tinham nada da graça de hoje. Sem formato padronizado, eram tão duros e secos que precisavam ser mergulhados em água quente para poderem ser comidos. Longe, muito longe, da nossa casquinha crocante.

Veja como o pão atravessou os séculos:

  • 3.000 a.C., Egito (Gizé): abre a primeira padaria conhecida do mundo. Naquela época, pão valia como salário — a cada dia trabalhado, três pães na conta.
  • Ainda no Egito: surge o primeiro pão assado com fermento, já mais parecido com o que comemos hoje.
  • Por volta de 250 a.C.: o alimento chega às padarias da Europa e vira rotina rapidinho.
  • Queda do Império Romano: as padarias fecham e as receitas passam a ser feitas em casa.
  • Século XVII, França: os franceses começam a aprimorar a receita e criar variações, virando referência mundial em panificação.

E como o pão chegou ao Brasil?

Quem trouxe o pão para cá foram os portugueses, ainda na época da colonização. Se foi exatamente na caravela de Pedro Álvares Cabral, ninguém pode garantir — mas o crédito é deles.

O curioso é que o pão demorou a cair no gosto brasileiro. Só no século XIX ele realmente conquistou o país, com as primeiras padarias surgindo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E foi justamente nesse caldeirão de influências, com aquelas viagens a Paris, que nasceu o nosso pãozinho.

A propósito, o pão francês ganhou tantos apelidos pelo país que vale a pena conhecer os nomes do pão francês pelo Brasil — de "cacetinho" no Sul a "pão de sal" em outras regiões.

O pão no Brasil vai muito além do francês

Depois do nosso tradicional pão francês (ou filão), a variedade que enche as vitrines é enorme. Croissant, baguete, pão sírio, pão italiano, pão de forma, pão de centeio, pão australiano, bisnaguinha, pão de batata, ciabatta, pão integral... a lista não tem fim.

Falando nisso, o pão de forma também tem uma historinha boa: ele foi criado em 1912, mas só virou sucesso em 1928, quando finalmente conseguiram cortá-lo em fatias iguais e embalá-lo para durar. Daí veio a expressão "a melhor coisa desde o pão fatiado".

Se você curte esse tipo de curiosidade, vai gostar de explorar os tipos de pães do mundo que valem a pena provar e também de desmentir alguns mitos sobre o pão — afinal, pão engorda mesmo?. Spoiler: a fama nem sempre é justa.

O pãozinho de cada dia, sempre fresquinho

No fim das contas, o pão francês carrega uma origem que mistura imitação, criatividade e identidade nacional. É um pedaço da nossa cultura disfarçado de nome estrangeiro — e talvez seja por isso que ele nunca sai da mesa do brasileiro.

E para que ele chegue fresquinho e crocante todos os dias ao seu balcão, a Costa Lavos produz há mais de 37 anos um pão francês congelado com qualidade constante, pronto para assar na hora. Se você tem padaria, mercado ou comércio e quer servir esse clássico sempre no ponto, fale com o nosso time comercial ou chame pelo WhatsApp. A gente leva o pãozinho de cada manhã até você.

#pão francês não é francês#origem do pão francês#história do pão francês#verdadeira origem do pão francês
Costa Lavos

Conheça o pão francês congelado Costa Lavos.

Da nossa fábrica para a sua mesa e o seu negócio: qualidade e praticidade em cada fornada.