O pão que virou panetone sem querer

O pão

As luzinhas já começam a piscar, as musicas não param de se repetir, a correria com presentes já bate na porta e todos os momentos se tornam mais especiais. Então, já é quase Natal. E o que você fez? Nós, da Costa Lavos, preparamos uma matéria especial sobre uma delícia natalina que tem a cor dourada e é recheado de frutas cristalizadas ou chocolate. Já sabe de quem estamos falando?

P-A-N-E-T-O-N-E

O panetone é uma das tradições natalinas mais conhecidas e é mundialmente conhecido. É muito comum a presença dele nos lares durante todo o mês de dezembro, já que passamos o ano todo esperando-o, por se tratar de um produto sazonal. Criado na Itália, o hábito de consumi-lo nas festas de fim de ano deu-se em Milão.

Não se tem certeza de como a receita surgiu, porém a história mais conhecida e interessante sobre isso se trata de uma bela confusão. No século XV, em Milão, um jovem burguês se apaixonou por uma plebeia, filha de Toni, o padeiro; padeiro este que não aceitava de jeito nenhum o romance dos jovens, por conta da diferença social entre eles.

Buscando transformar a visão que o pai da moça tinha dele, o burguês se disfarçou e foi trabalhar como auxiliar na padaria do seu quase futuro sogro. Como não dominava a arte de fazer pães, ele decidiu criar outra receita; ela era doce, tinha um mix de frutas cristalizadas e seu formato era inspirado em uma cúpula de igreja.

Não demorou nada e este pão já fazia um enorme sucesso, então, o burguês disfarçado começou a divulgar sendo uma invenção do Sr. Toni, originando assim o nome “panetone”, que significa pane del Toni (pão de Toni, no português).

O final da história dos jovens, todos já podem imaginar, né?

Desejamos que neste Natal, que o espírito natalino esteja presente em sua vida. Que a bondade e amor ao próximo prosperem.